Ainda não desmontei a árvore de Natal. Poderá o mais astuto dizer que será pela preguiça, porém há algo de mais filosófico e metafísico no cerne da questão. Porquê? Porquê desmontar tal coisa? E porquê montá-la de início?! Seguramente seria mais confortável tirá-la daquela caixa poeirenta de cartão a cair aos bocados, já montada. Ao contrário do que o leitor poderá estar a pensar, eu gosto muito do Natal; é uma época em que sinceramente sinto-me alegre só por ser Natal. E também porque a minha mãe faz doces como o caraças. Gosto tanto do Natal que desmontar a árvore de Natal é a coisa mais entediante possível e imaginária de se fazer num domingo. Preferiria largamente estar a medir com uma régua todos os bagos de arroz de uma embalagem do Cigala. Por isso vou deixar, uma vez mais uma sugestão daquelas, o ideal era nós termos 2 salas em casa. uma decorada com 200 pais natal miniaturas, presépios, bolos rei, e tigelinhas com Ferrero-Rochérs; a outra com a desarrumação habitual de quem tem 2 filhas devoradoras de papéis e comandos de TV. Assim, quando chegava o dia de Reis, ‘bora lá malta, vamos para a outra sala.
