segunda-feira, 8 de setembro de 2008

o futuro

Para o futuro, imagino que vamos ser todos azuis. Um azul-esquálido. Não vamos ter paciência para croissants e nem tão pouco para as suas irritantes migalhas. Prevejo um futuro algo flácido. Vamos deixar de ter unhas, e vamos desenvolver sérias placas de cera nos ouvidos. A comunicação vai ser digital, pelo que vamos adquirir 8 novos dedos. A esperança média de vida sobe para os 350 anos. E os dias vão durar uma eternidade. Vamos ter mais estações durante um ano. O verão e o sol ficam-se somente pelas horas de almoço. Os esquilos ameaçam em tornarem-se a espécie dominante no planeta. Os ovos estrelados vão ser objectos de estudo de história de arte. Vamos passar os dias de cócoras a assobiar a canção do verão azul. Pêlos? Não há mais. Somente na parte traseira das nossas línguas. Os beijos dão-se com a testa. Uma forte pancada simboliza paixão. E um roçar, o bom dia. As cadeiras ficam de pernas para o ar, e os talheres vão ser do tamanho de uma ervilha. O sentido da vida, confunde-se com os aquecedores a óleo. E as luzes dos semáforos vão ser cor de rosa.

1 comentário:

Carlos disse...

Lamento que no futuro todos sejamos azuis, pois sou benfiquista e preferia que fossemos todos vermelhos.
E estou admirado não teres escolhido a cor verde. Abraços.